Pra constar...

quinta-feira, 18 de maio de 2017


Os dias ao seu lado, sem dúvidas tem sido bons, mas ainda não sei quanto tempo vai durar até a próxima tempestade, até a próxima dúvida e a próxima insegurança. Tenho te dado espaço, tento não sufocar pra tentarmos juntar alguns pedaços que deixamos espalhados pela vida, mas mesmo te dando espaço, penso 24h na possibilidade de voltar tudo ao normal, nossa paz, nosso amor, nossa rotina. Ainda assim, pensando, me deixo calar, pois normalmente, quem mais fala mais sente, mais dói, mais chora, não que eu não sinta, não que deixe de doer, não que eu deixe de chorar, mas pelo menos, é entre as quatro paredes, é dentro de mim, é a noite quando eu viro pra um lado da cama e você pro outro, é debaixo do chuveiro, é distante e o quanto der pra disfarçar eu vou. Não existe um jeito pior de castigar alguém, não que eu não mereça, mas pra constar, se a lição for a dor, eu estou sentindo abruptamente e você está à aplicando da forma mais correta, sem negar amor, porém, me negando a te pertencer.

Ser livre sozinho é ser preso

quarta-feira, 19 de abril de 2017




A liberdade sempre me atraiu, mas isso tem uma relação maior com o tempo da monotonia e da rotina que me fizeram refém por anos. O mundo é tão amplo e grande que a necessidade de voar me instiga a todo tempo, mas acontece que a liberdade não tem graça nenhuma se pertencer só a mim, que graça tem voar sozinha? Apesar de não gostar de me prender a localidade, eu sempre vou pertencer a um lugar, e isso não quer necessariamente ter relação a terra, cidade ou país, mas é especificamente direcionado a você, quero voar sim, mas com você do meu lado, quero estar em diversos lugares sabendo que minha morada me acompanha, sabendo que meu lar está ali, pronto pra me dar conforto quando eu precisar de um lugar, pra que quando eu me sentir longe de casa, um abraço possa me trazer de volta a paz que me acostumei a carregar, que está inteiramente ligada a você, inteiramente ligada a nós e as nossas viagens particularmente familiares. 

Sejamos transparentes

segunda-feira, 27 de março de 2017




Eu quero transparência, na mesma medida em que me deixo transparecer. Quero mostrar quem eu sou e também quero te entender, em cada forma, detalhe, pensamento e suspiro, cansei de maquiar o que eu sinto pra agradar a "xis" ou "ípsilon". Quero transparecer meus medos, meus anseios, minhas insônias e dificuldades quaisquer, sem medo de dizer por medo de ofender, mas podendo deixar claro que minhas dores importam e que o seu ego não pode se ferir por isso. Ainda digo, assim como minhas dores, as suas também importam, então, que tal deixarmos tudo a mostra? Que tal não colocarmos band aids em feridas expostas? Que tal tratarmos ferimentos cirúrgicos em salas cirúrgicas ao invés de maquiar a dor? Eu to disposta a consertar os erros mais graves, as dores mais profundas e as mágoas que sobraram, to disposta a mostrar meu coração aberto, minhas páginas expostas para serem lidas, mas eu sou o primeiro livro de uma saga, você é o segundo, e para que possamos escrever o resto, temos que conhecer as dores um do outro, então, me deixa te ler?

Era pra valer a pena.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Era pra valer a pena, as incertezas, a grande dúvida do futuro, os erros, os tropeços;

Era pra valer a pena as brigas, as gritarias, as porcelanas quebradas em meio às discussões;

Era pra valer a pena, a insegurança, o medo, o receio do que estava por vir;

Era pra valer a pena toda a dor, todo o caos, todo o tempo distante e o aperto no coração.

Valer a pena, era pra ser, quando se colocasse em peso, quando se medisse o amor, quando se comparasse as proporções, era pra valer a pena.

O amor sempre valerá a pena, nem que seja a pena de morte.



Aceito a culpa.

sábado, 4 de março de 2017

Eu fui assim durante muito tempo, impulsiva e sem pensar nas consequências, eu poderia por a culpa no meu signo mas sei que pouco os atros tem relação com minha personalidade, tudo isso tem mais haver com a construção do que eu vivi. Me desculpa, não quero deixar de assumir a culpa por meus erros, muito pelo contrário, estou aqui justamente enaltecendo minha culpa, só que por menos, queria dizer que toda essa culpa que carrego me moldou muito mais que os acertos, acertar é fácil de acontecer, é fácil de esquecer. Quem ao menos dirá a beleza dos acertos quando os erros, mesmo que pormenores se destaquem tanto? Vou parar de filosofar e ser direta, dessa vez o meu erro foi o maior dos maiores, não só pela gravidade ou extensão, mas porque esse erro não afetou apenas a mim, quando o erro só te afeta, você mesmo se sutura, a dor não se esvai, mas por mais insuportável que pareça, isso não afeta ninguém além da própria pessoa responsável por tal coisa. O erro que redijo nessa narrativa se trata de uma coisa que afetou a pessoa que eu mais amo, a pessoa que mais amei, sim, mais amei, mais que pai, mãe, irmãos, primos ou qualquer amizade, e o que mais me corrói nisso tudo é saber que a dor que sinto, é por saber que o feri, é por saber que esse erro nos virou do avesso, nos levou do paraíso ao inferno, nos levou das ilhas fiji ao deserto do saara e só Deus sabe se vamos conseguir sair dessa, a única coisa que posso te afirmar com certeza é que se esse rasgo não tiver remendo, eu te dôo os meus órgãos pra reparar qualquer arranhão que deixei em você, eles não me farão falta, pois de que adianta um corpo intacto sem alma? Se você se for, a levará, junto de tudo que um dia construímos.

Quando ele te amar...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Para. Respira. Conta até três.
Quando ele te amar, desconfiança não haverá;
Quando ele te amar, o passado vai finalmente ficar pra trás, porque afinal, o que importa mais que o presente e o futuro que terão?
Quando ele te amar, ele vai entender o seu espaço, e vai respeitar as suas dores;
Quando ele te amar, a maior briga que terão, vai ser sobre o sabor do sorvete;
Quando ele te amar, não precisará de esforços pra demonstrar, você vai perceber quando ele te olhar;
Quando ele te amar, não vai te elogiar apenas no traje de gala, mas quando acordar ao seu lado e te ver descabelada vestida de moletom;
Quando ele te amar, te trará flores fora de datas especiais, só pra te lembrar o quanto é importante;
Quando ele te amar, vai lutar pra concretizar os sonhos que vocês tiveram juntos;
Quando ele te amar, vai ficar triste quando te magoar, e deixará o orgulho de lado pra fazer as pazes;
Quando ele te amar, vai te valorizar a cada segundo da sua vida;
Quando ele te amar, não restará duvidas, você vai não só saber, mas se sentir amada.



Baixando a guarda

domingo, 29 de janeiro de 2017



Eu gosto dos destroços que ficam quando você me magoa, gosto mesmo, porque a reforma melhora tudo o que foi quebrado. O melhor desses destroços são a dramaturgia que carregam, pois, em sua maioria, não passam de uma poeira no chão que um simples assopro conduziria pra longe, mas, qual seria a graça se não houvessem os exageros? Exageros esses que com tanta intensidade fazem os dramas das supostas mágoas parecerem nada comparados a essência insana das reconciliações. Hoje é, um daqueles dias que eu dramatizei tudo, fiz charme, chorei, bati o pé. Não vou esperar, como de costume, a reconciliação vinda de você, pois, enquanto você ta ali, um pouco distante, e eu aqui, ouvindo los hermanos, não consigo não nos imaginar grudadinhos, não consigo ouvir uma melodia sem nos poetizar, não consigo esperar dessa vez pra dizer que não importa quanto tempo passe, ou quantas brigas aconteçam, ou o quanto a gente aumente e faça parecer que pequenas discussões serão o fim do mundo, se você não baixar a guarda, eu baixo, afinal, vamos combinar? Bem ou mal, certo ou errado, eu viveria do avesso sem sua presença. E pra finalizar essa minha reconciliação, deixo meu trecho favorito de 'Conversa de botas batidas': "Eu cansei da nossa fuga, já não vejo motivos pro amor de tantas rugas não ter o seu lugar..."

Deixei bagagens pra trás

domingo, 22 de janeiro de 2017


Hoje eu vou dormir bem. Desembolsei em um porto qualquer tudo o que estava pesando, decidi carregar meu barquinho leve, pois com leveza, os riscos diminuem. Nas bagagens deixadas pra trás ficaram as mágoas e também deixei aqueles que trouxeram essas mágoas pra mim, não deixei eles ao todos só, mas fiz questão de deixar um pedacinho de mim, e um pedacinho bom, pra que se arrependam do peso que levaram pro meu barco, pra quem sabe, ajudá-los no futuro a pensar melhor, nas bagagens que despejam no barco da vida de quem passa. Leveza descreve essa noite, o mar está calmo, a lua está cheia, a maré está baixa, o céu está estrelado; Larguei pra trás a bússola, não quero saber onde estou, pois no fim das contas, leve ou pesado, quem dita a direção do meu barco é a maré, só me resta aproveitar o ambiente e me deixar navegar.






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