Baixando a guarda

domingo, 29 de janeiro de 2017



Eu gosto dos destroços que ficam quando você me magoa, gosto mesmo, porque a reforma melhora tudo o que foi quebrado. O melhor desses destroços são a dramaturgia que carregam, pois, em sua maioria, não passam de uma poeira no chão que um simples assopro conduziria pra longe, mas, qual seria a graça se não houvessem os exageros? Exageros esses que com tanta intensidade fazem os dramas das supostas mágoas parecerem nada comparados a essência insana das reconciliações. Hoje é, um daqueles dias que eu dramatizei tudo, fiz charme, chorei, bati o pé. Não vou esperar, como de costume, a reconciliação vinda de você, pois, enquanto você ta ali, um pouco distante, e eu aqui, ouvindo los hermanos, não consigo não nos imaginar grudadinhos, não consigo ouvir uma melodia sem nos poetizar, não consigo esperar dessa vez pra dizer que não importa quanto tempo passe, ou quantas brigas aconteçam, ou o quanto a gente aumente e faça parecer que pequenas discussões serão o fim do mundo, se você não baixar a guarda, eu baixo, afinal, vamos combinar? Bem ou mal, certo ou errado, eu viveria do avesso sem sua presença. E pra finalizar essa minha reconciliação, deixo meu trecho favorito de 'Conversa de botas batidas': "Eu cansei da nossa fuga, já não vejo motivos pro amor de tantas rugas não ter o seu lugar..."

Deixei bagagens pra trás

domingo, 22 de janeiro de 2017


Hoje eu vou dormir bem. Desembolsei em um porto qualquer tudo o que estava pesando, decidi carregar meu barquinho leve, pois com leveza, os riscos diminuem. Nas bagagens deixadas pra trás ficaram as mágoas e também deixei aqueles que trouxeram essas mágoas pra mim, não deixei eles ao todos só, mas fiz questão de deixar um pedacinho de mim, e um pedacinho bom, pra que se arrependam do peso que levaram pro meu barco, pra quem sabe, ajudá-los no futuro a pensar melhor, nas bagagens que despejam no barco da vida de quem passa. Leveza descreve essa noite, o mar está calmo, a lua está cheia, a maré está baixa, o céu está estrelado; Larguei pra trás a bússola, não quero saber onde estou, pois no fim das contas, leve ou pesado, quem dita a direção do meu barco é a maré, só me resta aproveitar o ambiente e me deixar navegar.






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